A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada pela predisposição do cérebro a
apresentar crises epilépticas.

Ter epilepsia não significa estar em crise o tempo todo, mas sim ter risco aumentado de
que essas crises aconteçam.

Para entender melhor, podemos comparar o cérebro a um grande circuito elétrico. Em
condições normais, os impulsos elétricos circulam de forma organizada, permitindo que
pensamentos, movimentos e sensações ocorram de maneira harmônica.

Na epilepsia, em determinados momentos, esse circuito sofre uma descarga elétrica
anormal,
que pode gerar a crise.

O que é uma crise epiléptica?

A crise epiléptica é a manifestação clínica dessa descarga elétrica desorganizada. Ela pode
se apresentar de várias formas, e nem sempre envolve convulsões.

Alguns exemplos de crises incluem:
● Perda de consciência com rigidez e abalos musculares
● Episódios breves de “desligamento”, com olhar fixo
● Movimentos involuntários de uma parte do corpo
● Sensações estranhas, como formigamento, cheiros ou gostos inexistentes

O tipo de crise depende da área do cérebro onde ocorre essa descarga elétrica.

Ter epilepsia é o mesmo que ter crises frequentes?

Não. Epilepsia significa ter a tendência a apresentar crises, mas a frequência varia
muito entre as pessoas.

Algumas têm crises raras, outras mais frequentes, e há pacientes que passam longos
períodos sem nenhuma crise, especialmente quando estão em tratamento adequado.

É importante destacar que uma crise isolada não define epilepsia. O diagnóstico envolve
critérios médicos específicos e avaliação especializada.

Epilepsia é sempre uma doença grave?

Não. A epilepsia pode ter formas benignas, especialmente em crianças, que tendem a
melhorar ou até desaparecer com o tempo.

Em outros casos, pode estar associada a alterações estruturais, genéticas ou adquiridas do
cérebro, exigindo acompanhamento contínuo.

Ou seja, existem diferentes tipos de epilepsia, com graus variados de gravidade e
impacto na vida do paciente.

Epilepsia tem tratamento?

Sim. A epilepsia tem tratamento e, na maioria dos casos, é possível alcançar bom controle
das crises.
O tratamento é individualizado e pode incluir:
● Medicações antiepilépticas de uso contínuo
● Ajustes no estilo de vida, como sono adequado e redução de fatores
desencadeantes
● Em casos específicos, outras abordagens, como cirurgia, dispositivos ou dietas
especiais

Com o tratamento correto, muitos pacientes conseguem ficar anos sem crises e levar uma
vida ativa e produtiva.

A importância do acompanhamento neurológico

O diagnóstico correto e o seguimento com um neurologista são fundamentais para definir o
tipo de epilepsia, o melhor tratamento e orientar o paciente e a família. Informação
adequada ajuda a reduzir medos, mitos e preconceitos, permitindo uma convivência mais
tranquila com a condição.

A epilepsia não define a pessoa. Com acompanhamento adequado, é possível ter controle
das crises e qualidade de vida.

Em caso de dúvidas, procure um Neurologista.